As autárquicas aproximam e o discurso político azeda-se. Ao invés de aconselharem seus militantes a terem comportamento humano, andam a mandar bocas, trocando palavras amargas entre si.

José Maria Neves e Jorge Santos, dirigentes respectivamente, do PAICV e MpD, os dois maiores grupos partidários do país, proporcionaram a bem poucos dias na cidade de Assomada (imagine só, em plena cidade!) actos, no mínimo “bárbaros”.
JMN chamou de “burro” ao líder do MpD e seus militantes. Este, por sua vez, tinha chamado de “vândalos” os membros do Governo, dias antes, curiosamente, num mesmo cenário: apresentação de candidatos às eleições locais de 18 de Maio.
A caminhar assim prevê-se uma campanha, no mínimo, azeda e cinzenta, com os dirigentes e aspirantes a dirigentes deste país (PDM, recorde-se).
O pior é que ambos se recusam a pedir desculpas dando exemplos de mal-criação ao seu eleitorado. Pode?
Os dois, mais seus acompanhantes e capangas, deviam ver o próprio rabo e realizarem-se de que é preciso que sejam bem-educados, que tenham nobreza no discurso e fazerem-se usar da retórica, da melhor forma possível. É que isto ajuda-lhes mesmo.
Está na hora de desculparem-se entre si e, juntos, pedirem desculpas ao país PDM.

Afinal, nós que vemos o filme perguntamos: o que esperar de um simples militante, quando os dirigentes não sabem controlar e partem para a blasfémia? Eis a questão que parece, mas não é retórica.
Cresçam e apareçam. Lembrem que sois dirigentes e que se deixarem o volante a viatura destrambelha-se por completo.
E, mais uma coisa: dirijam com cautela, para não atropelar, sair da pista e quebrar esta viatura que é de todos: Cabo Verde.